Eu quero te filmar quadro a quadro,
revelar as tuas cores, pintar o teu retrato,
eu quero o traço da mão leve,
que já não guia mais.
Eu quero a foto em branco e preto
das frases do nosso jeito.
das caras que a tua voz faz.
Quero o sombreado dos silêncios,
que nos disseram todos aqueles absurdos,
e a falta que o inseguro traz.
Eu quero a curva dos sonetos que ficaram por fazer.
Eu quero o desenho das tuas mãos enquanto tecem,
a beleza dos acordes e da dança dos teus dedos,
eu quero ver a tua música nascer.
Eu quero todas as reproduções.
As imagens das letras em que me encaixo,
As que me excluem e as que não cantam a minha solidão.
Eu quero quadro a quadro teus sorrisos
em cores, quero quadros infinitos,
todos os retratos espalhados pelo chão,
flashs disparados e segredos
traduzidos pelas pontas dos meus dedos
traçados a giz e carvão.
Quero pendura-los na janela da minha saudade!
Não quero álbum de recordar,
quero álbum de reviver.
Quero os negativos dessas tuas vontades,
do desejo que dos teus olhos sai.
Quero as imagens que não nos dizem as verdades,
Para retratar a falta que essa história faz!
quero as fotos dos pés descalços,
na direção que o teu passo vai!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Moça dos olhos de mar,
moça.. o que é que há?
tuas marés são alheias?
tuas certezas são vãs?
só tem peixe na lua cheia?
eu quero ser teu divã!!!
Moça dos olhos bonitos,
Moça que eu nunca vi...
Moça do amor infinito,
Moça quero assistir,
o teu andar apressado.
Eu quero estar do teu lado!
Eu quero te seguir!
Moça, minha taça está cheia,
Minha mão escreve por ti.
me econtro no ventre de uma baleia
e nada é seguro aqui!!
Moça dos olhos de mar,
moça da beleza infinita,
se queres me diga!
Porque estamos aqui?
No contraponto dos nossos desejos,
unidas pelo mesmo beijo!!!
Moça, o que queres de mim?
Moça, o que quero de ti?
Arranque de mim a saudade,
me lava os olhos por fim,
me entrega a felicidade,
divido pra ti e pra mim!
No ventre teu me encontro,
me gera, me pari, me apare,
só posso ser tua assim,
nos braços, na pele,
teus lábios, vá!
Mas não te afaste de mim!
Na rede dos teus olhos me encontro,
não posso dizer que sim,
não posso negar que desejo,
tudo que no teu mundo o amor plantou até aqui!
Me aceita, me deita, possua!!!
Sou tua, muito mais do que és pra mim!
Me apare, nos braços, nos ombros,
na voz, nunca te afastes de mim!
Moça dos olhos do mar,
Moça o que é que há?
Muito prazer, te escrevo tudo,
precisava te dizer!
Que nada no mundo,
me desliga de ti,
eu sei, é profundo,
Mas é o amor,
ele só cabe assim!
dentro dos teus olhos,
todo dentro de mim!
moça.. o que é que há?
tuas marés são alheias?
tuas certezas são vãs?
só tem peixe na lua cheia?
eu quero ser teu divã!!!
Moça dos olhos bonitos,
Moça que eu nunca vi...
Moça do amor infinito,
Moça quero assistir,
o teu andar apressado.
Eu quero estar do teu lado!
Eu quero te seguir!
Moça, minha taça está cheia,
Minha mão escreve por ti.
me econtro no ventre de uma baleia
e nada é seguro aqui!!
Moça dos olhos de mar,
moça da beleza infinita,
se queres me diga!
Porque estamos aqui?
No contraponto dos nossos desejos,
unidas pelo mesmo beijo!!!
Moça, o que queres de mim?
Moça, o que quero de ti?
Arranque de mim a saudade,
me lava os olhos por fim,
me entrega a felicidade,
divido pra ti e pra mim!
No ventre teu me encontro,
me gera, me pari, me apare,
só posso ser tua assim,
nos braços, na pele,
teus lábios, vá!
Mas não te afaste de mim!
Na rede dos teus olhos me encontro,
não posso dizer que sim,
não posso negar que desejo,
tudo que no teu mundo o amor plantou até aqui!
Me aceita, me deita, possua!!!
Sou tua, muito mais do que és pra mim!
Me apare, nos braços, nos ombros,
na voz, nunca te afastes de mim!
Moça dos olhos do mar,
Moça o que é que há?
Muito prazer, te escrevo tudo,
precisava te dizer!
Que nada no mundo,
me desliga de ti,
eu sei, é profundo,
Mas é o amor,
ele só cabe assim!
dentro dos teus olhos,
todo dentro de mim!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
cartas in memorian de um amor,
sugiro que tudo fique resgistrado,
nas cartas um amor velado,
nos lábios um doce sorriso,
a lembrança do que se foi!!!
sugiro que nas linhas se passe a história
que já não cabe na vida!!!
e que o papel reviva o que a nós,
não cabe viver!!!
sugiro que as palavras e os desejos sejam
o maior e mais eterno segredo!
e que disso não passem!!!!
o que não posso mais sentir,
eu que eu já não posso admitir ,
nem devo,
Só as cartas vão saber!!!
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Demonstrações expostas pelo gosto,
dispostas em cores pelo rosto,
suadas mãos de afeto também não negam
o que não muda fato de ser um passo em falso.
Ilustrações até nos cabelos soltos
passeando entre os dedos,
ao sabor do seu prazer em ve-los levitar.
e a razão? que nada! onde cabe a razão?
Doces variações de palavras,
combinações e conjutos que nada, em nada mudam
a cor do teu olhar!
E segues com os devaneios mais deliciosos,
com os cuidados que mereço ter,
e com a distancia que apavora meus sentidos.
em um duelo de informações e demosntrações sutis,
não negas, ao contrario, aprovas o meu querer!
Entre os sorrisos que sinto, os supiros e pausas
no meio das palavras!!! quase posso ver!!!
e a razão? que nada!!!
eu quero é sentir prazer!
dispostas em cores pelo rosto,
suadas mãos de afeto também não negam
o que não muda fato de ser um passo em falso.
Ilustrações até nos cabelos soltos
passeando entre os dedos,
ao sabor do seu prazer em ve-los levitar.
e a razão? que nada! onde cabe a razão?
Doces variações de palavras,
combinações e conjutos que nada, em nada mudam
a cor do teu olhar!
E segues com os devaneios mais deliciosos,
com os cuidados que mereço ter,
e com a distancia que apavora meus sentidos.
em um duelo de informações e demosntrações sutis,
não negas, ao contrario, aprovas o meu querer!
Entre os sorrisos que sinto, os supiros e pausas
no meio das palavras!!! quase posso ver!!!
e a razão? que nada!!!
eu quero é sentir prazer!
sexta-feira, 22 de maio de 2009
eu vi flutuar um avião de papel
branco com asas bem definas,
desenhava contornos sob céu
Dobraduras ao sabor do vento,
sem que qualquer gravidade o afetasse,
eu o vi dançando, girando sob a minha cabeça,
parada numa avenina corrida,
cheia de nós, de carros apressados,
deliciosamente eu me afastava de tudo
só pra ver o avião de papel desenhar rodeios no ar,
debaixo se um céu azul-infinito
um sol meio enganador não afastava o frio
daquela manhã num dia bonito,
eu vi o avião voar,
lembrei de algumas histórias,
de aviões lançados em janelas altas,
talvez do vigésimo andar!
parada no centro do mundo,
numa manhã de outono,
admirando o desenho no céu
refletindo no meu olhar!
branco com asas bem definas,
desenhava contornos sob céu
Dobraduras ao sabor do vento,
sem que qualquer gravidade o afetasse,
eu o vi dançando, girando sob a minha cabeça,
parada numa avenina corrida,
cheia de nós, de carros apressados,
deliciosamente eu me afastava de tudo
só pra ver o avião de papel desenhar rodeios no ar,
debaixo se um céu azul-infinito
um sol meio enganador não afastava o frio
daquela manhã num dia bonito,
eu vi o avião voar,
lembrei de algumas histórias,
de aviões lançados em janelas altas,
talvez do vigésimo andar!
parada no centro do mundo,
numa manhã de outono,
admirando o desenho no céu
refletindo no meu olhar!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Onde é que não se existe?
Um pouco cansada de tanta existência, de tantos dias e noites repetidos, com a mesma cor,
cansada de tanto pensamento circulando na veia, de tento sentimento batendo nas minhas portas, querendo sair, expandir!
como é que se faz pra conseguir férias da existência? 1 dia apenas sem sono, duvida, fome, medo, dívida, sem sentimentos pulando pelas minhas janelas?
onde é que se aprende a controlar tantos desejos, em que momento as frustrações inibem a inundação de querer?
preciso de tempo pra arrumar a minha casa, preciso de espaço pra não fazer nada, passar horas organizando minhas prateleiras, catalogando meus sentimentos e os filmes da minha cabeça, cultivando meus medos, onde foi que a luz apagou? quem espalhou tantos livros no meu chão?
preciso de água, de uma nova fonte, preciso de mais dinheiro, acho até que de mais amor de fora pra dentro, porque de dentro pra fora, já tem ate demais!
Onde é que se consegue uma pausa, um momento pra não fazer nada, não sentir nada, não pensar em nada! onde é que posso esvaziar?
existe algum lugar para temporariamente não existir?
3 dias de sono? 2 dias de praia? 5 dias de clausura?
Meu freio falhou!
Um pouco cansada de tanta existência, de tantos dias e noites repetidos, com a mesma cor,
cansada de tanto pensamento circulando na veia, de tento sentimento batendo nas minhas portas, querendo sair, expandir!
como é que se faz pra conseguir férias da existência? 1 dia apenas sem sono, duvida, fome, medo, dívida, sem sentimentos pulando pelas minhas janelas?
onde é que se aprende a controlar tantos desejos, em que momento as frustrações inibem a inundação de querer?
preciso de tempo pra arrumar a minha casa, preciso de espaço pra não fazer nada, passar horas organizando minhas prateleiras, catalogando meus sentimentos e os filmes da minha cabeça, cultivando meus medos, onde foi que a luz apagou? quem espalhou tantos livros no meu chão?
preciso de água, de uma nova fonte, preciso de mais dinheiro, acho até que de mais amor de fora pra dentro, porque de dentro pra fora, já tem ate demais!
Onde é que se consegue uma pausa, um momento pra não fazer nada, não sentir nada, não pensar em nada! onde é que posso esvaziar?
existe algum lugar para temporariamente não existir?
3 dias de sono? 2 dias de praia? 5 dias de clausura?
Meu freio falhou!
domingo, 17 de maio de 2009
ainda cantam vozes dentro de mim,
os sons do teu rosto no meu,
da tua voz dentro do meu ouvido.
presente ainda o cheiro do teu pescoço,
e as tuas mãos aqui.
e vem o desejo de sentir outra vez
a tua respiração no meu rosto,
teus olhos tão perto, já não posso resistir.
o teu desejo, o teu riso solto
essa leveza, teu jeito de sentir,
tão simples e raro,
se queres,
fique, permaneça
já tenho o teu registro aqui!
os sons do teu rosto no meu,
da tua voz dentro do meu ouvido.
presente ainda o cheiro do teu pescoço,
e as tuas mãos aqui.
e vem o desejo de sentir outra vez
a tua respiração no meu rosto,
teus olhos tão perto, já não posso resistir.
o teu desejo, o teu riso solto
essa leveza, teu jeito de sentir,
tão simples e raro,
se queres,
fique, permaneça
já tenho o teu registro aqui!
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