segunda-feira, 25 de maio de 2009

Demonstrações expostas pelo gosto,
dispostas em cores pelo rosto,
suadas mãos de afeto também não negam
o que não muda fato de ser um passo em falso.

Ilustrações até nos cabelos soltos
passeando entre os dedos,
ao sabor do seu prazer em ve-los levitar.

e a razão? que nada! onde cabe a razão?

Doces variações de palavras,
combinações e conjutos que nada, em nada mudam
a cor do teu olhar!

E segues com os devaneios mais deliciosos,
com os cuidados que mereço ter,
e com a distancia que apavora meus sentidos.
em um duelo de informações e demosntrações sutis,
não negas, ao contrario, aprovas o meu querer!
Entre os sorrisos que sinto, os supiros e pausas
no meio das palavras!!! quase posso ver!!!

e a razão? que nada!!!

eu quero é sentir prazer!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

eu vi flutuar um avião de papel
branco com asas bem definas,
desenhava contornos sob céu
Dobraduras ao sabor do vento,
sem que qualquer gravidade o afetasse,
eu o vi dançando, girando sob a minha cabeça,
parada numa avenina corrida,
cheia de nós, de carros apressados,
deliciosamente eu me afastava de tudo
só pra ver o avião de papel desenhar rodeios no ar,
debaixo se um céu azul-infinito
um sol meio enganador não afastava o frio
daquela manhã num dia bonito,
eu vi o avião voar,
lembrei de algumas histórias,
de aviões lançados em janelas altas,
talvez do vigésimo andar!
parada no centro do mundo,
numa manhã de outono,
admirando o desenho no céu
refletindo no meu olhar!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Onde é que não se existe?

Um pouco cansada de tanta existência, de tantos dias e noites repetidos, com a mesma cor,
cansada de tanto pensamento circulando na veia, de tento sentimento batendo nas minhas portas, querendo sair, expandir!
como é que se faz pra conseguir férias da existência? 1 dia apenas sem sono, duvida, fome, medo, dívida, sem sentimentos pulando pelas minhas janelas?
onde é que se aprende a controlar tantos desejos, em que momento as frustrações inibem a inundação de querer?
preciso de tempo pra arrumar a minha casa, preciso de espaço pra não fazer nada, passar horas organizando minhas prateleiras, catalogando meus sentimentos e os filmes da minha cabeça, cultivando meus medos, onde foi que a luz apagou? quem espalhou tantos livros no meu chão?
preciso de água, de uma nova fonte, preciso de mais dinheiro, acho até que de mais amor de fora pra dentro, porque de dentro pra fora, já tem ate demais!
Onde é que se consegue uma pausa, um momento pra não fazer nada, não sentir nada, não pensar em nada! onde é que posso esvaziar?
existe algum lugar para temporariamente não existir?
3 dias de sono? 2 dias de praia? 5 dias de clausura?
Meu freio falhou!

domingo, 17 de maio de 2009

ainda cantam vozes dentro de mim,
os sons do teu rosto no meu,
da tua voz dentro do meu ouvido.
presente ainda o cheiro do teu pescoço,
e as tuas mãos aqui.


e vem o desejo de sentir outra vez
a tua respiração no meu rosto,
teus olhos tão perto, já não posso resistir.

o teu desejo, o teu riso solto
essa leveza, teu jeito de sentir,
tão simples e raro,
se queres,
fique, permaneça
já tenho o teu registro aqui!

sábado, 9 de maio de 2009

desliga!
desestrutura!
empurra!
sacia!
invade,
e parte!
1,2,3 puft! foi!
8 da manhã...
e pronto o telefone desatina a tocar, tantas informações, tantos desejos, há muita pressa, há muito medo...
se para um segundo, eu já bocejo, só me resta um café corrido, 5 minutos pra alimentar o meu desejo, e os minutos correm apressados, dois goles, um sorriso, não há tempo pra nada...
os olhos fixos naquela tela, nem quero pensar em números,
mas desvairado, telefone toca pra me interroper o silêncio, descoordenar a estrura alinhavada do meu pensamento. Onde para esse caos? Onde para esse medo? é muito tempo vazia de mim...
é muito...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Por ele!!!

linda é ela que ri como uma for bela,
cheiro de flor como de um grande amor,
com sorriso lindo parecendo um lirio
uma vergonha que encanta ,encanta os risos que alcança!!!!

LS
saudades dos olhos que brilham em tardes de sol, das respostas sem perguntas,
de te esperar no centro de tudo, de esconder meu rosto no teu corpo, no teu peito, enquanto me abraças!
saudades do teu riso fácil e franco, de quando me olha atravessado!

Saudades de escolher o vestido exato e combinar com o sapato e esperar o que vc vai dizer!
saudades das nossas mãos juntas, nas nossas tardes cheias de paz e sol!
das tuas piadas doidas!!! do teu rosto branco de bloqueador.
Muitas saudades das tuas mãos em mim!
se a saudadejá se fez...
me diz aonde vão os nossos passos?
Saudades dos beijos dentro de caixas,
me deixa ir!!!
saudades de desligar tudo correndo, pra descer as escadas, romper a roleta e te achar na calçada!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Não vou dizer que não sinto, ou que não choro!
A verdade é que quase tudo é contexto pra escrever!
Palavra!

Solicito que as palavras percorram seu longo caminho,
que se façam, que se antecipem,
que escorram por mim e me expliquem!
como é que pode alguém agir assim?
solicito explicações coerentes!
versos e prosas enfáticas,
que denotem esse sentido!
que decifrem meus inquietos pensamentos,
sussurrando a lógica no meu ouvido!
quero uma explicação exclusiva, sólida
e capaz de não deixar no ar uma palavra se quer
que não compreenda essa essência!
solicito palavras!
que a palavra venha!
que escorra das mãos, que brote no chão!
e me crie a consciência, da tua verdade plena!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Para ela!








Deslumbra a rua, os olhos dela
Sem saber que a lua dança despida
Em círculos em volta da terra
Só pra ela, só pra ela!


Só pra ela,
A lua brilha, a rua brilha os olhos dela.