E eu fico vendo as caras,
vivendo a vida que é minha,
eu piso no chão e não sinto
corro no fio da navalha
meus poros transbordam
e nada tem a mão que a tua valha!
eu rimo uma rima tão pobre,
é a tua ausencia q me faz assim,
fico coerente, previsivel,
indigente, só um pedaço de mim!
domingo, 9 de agosto de 2009
Me disse vai embora, eu não fui
Você não dá valor ao que possui
Enquanto sofre, o coração intui
Que ao mesmo tempo que magoa o tempo
O tempo flui
E assim o sangue corre em cada veia
O vento brinca com os grãos de areia
Poetas cortejando a branca luz
E ao mesmo tempo que machuca
o tempo me passeia
Quem sabe o que se dá em mim?
Quem sabe o que será de nós?
O tempo que antecipa o fim
Também desata os nós
Quem sabe soletrar adeus
Sem lágrimas, nenhuma dor
Os pássaros atrás do sol
As dunas de poeira
O céu de anil no polo sul
Há dinamite no paiol
Não há limite no anormal
É que nem sempre o amor
É tão azul
A música preenche sua falta
Motivo dessa solidão sem fim
Se alinham pontos negros de nós dois
E arriscam uma fuga contra o tempo
O tempo salta
Ney matogrosso
Você não dá valor ao que possui
Enquanto sofre, o coração intui
Que ao mesmo tempo que magoa o tempo
O tempo flui
E assim o sangue corre em cada veia
O vento brinca com os grãos de areia
Poetas cortejando a branca luz
E ao mesmo tempo que machuca
o tempo me passeia
Quem sabe o que se dá em mim?
Quem sabe o que será de nós?
O tempo que antecipa o fim
Também desata os nós
Quem sabe soletrar adeus
Sem lágrimas, nenhuma dor
Os pássaros atrás do sol
As dunas de poeira
O céu de anil no polo sul
Há dinamite no paiol
Não há limite no anormal
É que nem sempre o amor
É tão azul
A música preenche sua falta
Motivo dessa solidão sem fim
Se alinham pontos negros de nós dois
E arriscam uma fuga contra o tempo
O tempo salta
Ney matogrosso
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Os desejos do desanço nos teus braços
são de uma fundura que não dá pé,
um encontro que dá nó nos passos,
a crise da verdade, da luz e da fé.
O círculo em seu significado exato,
retornos sem saber onde é o fim.
a sutileza reconhecida no teu tato,
supresa, desalinho, desespero pra mim.
e já não somos metade, dolorido fato.
e onde é que se chega asssim?
passou aquele nosso tempo esperado?
não existe a resposta, precisava do sim.
Onde é que eu acho a tua voz?
que significa pros teus olhos,
história bonita e sem fim?
foto no porta-retrato?
Onde é que chegamos assim?
são de uma fundura que não dá pé,
um encontro que dá nó nos passos,
a crise da verdade, da luz e da fé.
O círculo em seu significado exato,
retornos sem saber onde é o fim.
a sutileza reconhecida no teu tato,
supresa, desalinho, desespero pra mim.
e já não somos metade, dolorido fato.
e onde é que se chega asssim?
passou aquele nosso tempo esperado?
não existe a resposta, precisava do sim.
Onde é que eu acho a tua voz?
que significa pros teus olhos,
história bonita e sem fim?
foto no porta-retrato?
Onde é que chegamos assim?
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Ausente.
Sigo de trava em trava,
pulando a roleta,
como bicho que cava,
querendo a asa da borboleta.
sigo de passo falso,
medindo tudo sem dó,
como quem cria caso,
como quem cria nó.
sigo e digo o nome
daquele que traz o lume
sigo e a dor consome
já me virou costume.
linha reta já desconheço,
sua cara, me falta o traço
quero, mas não pago o preço,
não busco e não vejo o passo.
e descontente mantenho o curso,
inoperante, só sinto vontade,
ausente do teu discurso,
seguindo sou só metade.
Sigo de trava em trava,
pulando a roleta,
como bicho que cava,
querendo a asa da borboleta.
sigo de passo falso,
medindo tudo sem dó,
como quem cria caso,
como quem cria nó.
sigo e digo o nome
daquele que traz o lume
sigo e a dor consome
já me virou costume.
linha reta já desconheço,
sua cara, me falta o traço
quero, mas não pago o preço,
não busco e não vejo o passo.
e descontente mantenho o curso,
inoperante, só sinto vontade,
ausente do teu discurso,
seguindo sou só metade.
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