quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Constante como corre o rio, e
distante como o himalaia,
quieto como desafio.
preciso como a navalha.
involuntário como arrepio.
não há saudade que não me traia!


são só palavras....

sábado, 12 de dezembro de 2009

e de ser tão dele,
acho que ainda sinto o cheiro,
e o sinto mesmo na ausencia.

e de ser tão manso,
e de ser tão denso,
acho que ele ainda me lança
seu inevitavel olhar
em algum momento.

e por ser tão certo
e do mesmo modo
toda forma de incerteza,
ainda me dou pelo meio,
as sobras ainda podo,
moro em sua realeza.

e ser tão forte,
e de ser tão preciso,
um tiro certo, no clarão.
inafiançavel tortura.
passos no mesmo sentido
marcados pelo chão,
de mãos dadas na mistura.

o fim de toda solidão,
o amor e a criatura.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

e ainda assim, mesmo que tudo pareça insano,
sem fim e cheio de rastros e marcas e pontos...
o fim de amor é sempre desengano...
dolorido fato, incontaveis desencantos...
fica um soluço vagando...
fica um sorriso de canto...
ficam as marcas e tantas...
fica o ponto e pronto!
cada um que cuide do que restar!
e replante seu alecrim,
refaça sua orquestra,
de asa a borboleta.
e cresça, até o fim passar!

sábado, 21 de novembro de 2009

suspira calmo e lento,

devagar assopra a poeira,

transparece no sorriso o vento.

ilumina seu olhar de candeia.



parece saido de um longo descanço,

a sutileza de movimentos,

que causa compulsiva atração

desarma o passo imenso

acalma e aflora, total contradição.


tem uma fina pele,

um olhar aperatado que o revele,

tem doce poder em sua mão.



desarma meu passo imenso,

de quem tem pressa pra solidão

de quem vaga vazio e denso,

de quem foge da emoção.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

é brincadeira de roda,
é roda, é solidão,
e gira, eu olho de fora,
e volta, é amplidão.

a saia, rodada mulata,
é prenda, é pé no chão
poeira que sobe,
tocada a canção.

No tempo do atabaque,
no pé a marcação,
na roda dança a mulata,
é dança, é religião.
é fé, é força e coragem,
é hora da emoção....

domingo, 15 de novembro de 2009

Talvez se asas eu tivesse,
suas mãos em faca,
empunhadas e diretas
a poda-las se pusessem,
para nunca me ver voar!

Impedir não é direito,
o direito é o de não amar,
minha escolha e meu caminho,
são meus,
não é teu o direito de opinar.

Se te ofendes ou embaraças
com a minha liberdade,
vire-se, dê-me as costas,
e ponha-se a andar,
não te garanto lágimas,
não te suponho nada,
não marco teu lugar.

Eu escolho o meu passo,
Eu decido onde ficar,
Se de longe pareço frágil,
não te iludas meu caro...
aqui não é o teu lugar!

E se me olhas devagar,
e se me tomas a observar,
e se reflito no teu olhos,
se estás a me fitar,
Com candura, te pergunto...

Podes me acompanhar?

É fato de certo,
minha luz vai te assustar.

E se mais profundo observas,
se te perdes ao me ver passar,
se te deixas me encontrar,
percebe no entanto...
muito mais há pra olhar!

Sou leve e sutil,
e me rendo a tristeza,
entretando sou forte,
minha propria realeza...

Sou de pedra, aço e cobre.
Me fiz assim pra poder continuar
minha casa e meu norte,
são de quem souber chegar!
A tua voz...torna mais nobre a cinzura da minha glória.
não sou a mesma de outrora,nem cabes mais naquela roupa, e agora?
Foram tantos passos em descaminhos e eu que julguei perdido meu grito na tua memória,
me espanto e canto e digo,em qual das tuas tantas ecolhasme encaixo agora?
Como é que não me abro a tua retórica?
Mas se te espantas com a inocência que meus versos supõe nesta hora
como viverás com eles, se não satisfizerem os desejos lançados desde o fim daquela história?
e se insegura eu permanecer?
e se não couberem nos próximos passos, esta cinzura que te apavora?
como é que não sinto medo? e se eu julgar o teu retorno o alimento da minha paz?
e se em algum momento a vida desandar?como é que você faz?
Vai, me explica, me conta todos os anseios.transparece, onde foi que você me quis?
como me nego ao teu retorno?
se só contigo eu fui feliz?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Será que ainda lembra meu nome?
são 20? 30? 100 anos?
será q ainda lê meu texto em prosa?
será q ainda se apavora?

Será que a chuva vai passar?
outras canções habitarão meu quarto?
será que ainda muda a maré?
são 200? 300? 400 anos?

dias? apenas noites?
é sempre tudo, vida a fora,
qualquer nota, violão.

ainda cedo, sol nascendo,
pé na estação...
alguem me perguntou da vida,
prefere sim ou não?

a resposta talvez não seja a saída...
o caminho não tem solução,
o destino vem de longe e me afunila,
qualquer coisa que tenha razão.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

assusta-me tamanha doçura,
a alma minha de surpresa foge,
corre de mim!

É de uma doçura que provei o gosto,
é de um musical afeto,
é de um sorriso no rosto,
é de querer de toda forma perto.

E de longe observo,
nego a qualquer custo.
é exposto, desvario.
Não é do meu gosto!

é mais fácil aceitar o oposto....

sábado, 10 de outubro de 2009

Andei pelo centro em gotas miudas,
chovia tão fino, parecia pó,
entras as folhas e pingos na rua,
os passos desfaziam o nó.



Andei pelas praças desertas,
pelo paço, pela ponte, elevado, cais.



Hoje a Rio Branco, estava cinza,
meu vestido dançava no vento gelado,
por tanto tempo sozinho meu passo,
por tantos passos desertos,
coisas de não se querer.
Outro adeus.

Vá...
Estou com as malas prontas,
Estou com a face posta
Sobre outros ombros,
Leve contigo nossas frases de amor,
Nosso avassalador romance.

A parte que te cabe coloquei na tua mala
Aquela mesmo das nossas viagens.
Um vidro de perfume vazio,
Duas ou três camisas,
Livros, discos e tudo mais o que ainda restou.
Velhos cigarros, bilhetes de cinema,
Antigas canções que me fizeste
Velhas poesias que te fiz.


Desta vez, sou eu quem me despeço,
Desta vez, sou eu quem diz adeus,
Solitário e lento.
Desta vez sou quem peço...
Te ausente de mim.

Sem licença poética,
Andei como um dia chuvoso,
Sem sombra, só gotas.
E decidi partir.

Aqui nem rimas te dedico...
Sepulto nossa história.
Todo aquele amor.
Para você,
Paz, felicidade e falta de memória!

sábado, 19 de setembro de 2009

somos puro projeto da criação divina,
com destinos traçados,
encerrados na divina vontdade?
Ou frutos do nosso proprio desejo
vivendo do pão e pra carne?

Somos um plano perfeito,
num navio que afundou?
Ou um traço inacabado?
onde começa o Homem?
onde termina o autor?

E mesmo, ainda cabe a proposta.
Autor do que mesmo?
Anda a vida sem trava,
o criador perdeu a aposta?

Ou perdemos nós o trajeto,
inundados de tantas vontades?
Ou morremos nós é de medo,
em meio a tanta barbaridade?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Será que sou eu?
Será que sou eu na minha carteira de identidade?
Será que sou eu que ando no meu corpo pela cidade?
Será que sou eu que morro de rir da felicidade?
Ou será que sou eu que minto pra dizer a verdade?
Será que sou eu o feto que não quer nascer?
Será que sou eu o único defunto que quer viver?
Será que sou eu a cara em que meu olho mora?
Ou será que sou eu o cara sem culpa que foi embora?
Será que sou eu puxando o fio do suéter de lã?
Será que sou eu excitando a força do ímã?
Será que sou eu que tenho medo do jornal de amanhã?
Ou será que sou eu que sou feliz por não usar soutien?
Será que sou eu o alvo da boca que me beija?
Será que sou eu que bebo água ao invés de cerveja?
Será que sou eu o cabeludo pregado na cruz da igreja?
Ou será que sou eu que penso ser o que talvez eu nem seja?

Moska!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E eu fico vendo as caras,
vivendo a vida que é minha,
eu piso no chão e não sinto
corro no fio da navalha
meus poros transbordam
e nada tem a mão que a tua valha!
eu rimo uma rima tão pobre,
é a tua ausencia q me faz assim,
fico coerente, previsivel,
indigente, só um pedaço de mim!
Só em você eu pude vazar,
Nós outros....
eles me vedam as sáidas!

domingo, 9 de agosto de 2009

Me disse vai embora, eu não fui
Você não dá valor ao que possui
Enquanto sofre, o coração intui
Que ao mesmo tempo que magoa o tempo
O tempo flui
E assim o sangue corre em cada veia
O vento brinca com os grãos de areia
Poetas cortejando a branca luz
E ao mesmo tempo que machuca
o tempo me passeia
Quem sabe o que se dá em mim?
Quem sabe o que será de nós?
O tempo que antecipa o fim
Também desata os nós
Quem sabe soletrar adeus
Sem lágrimas, nenhuma dor
Os pássaros atrás do sol
As dunas de poeira
O céu de anil no polo sul
Há dinamite no paiol
Não há limite no anormal
É que nem sempre o amor
É tão azul
A música preenche sua falta
Motivo dessa solidão sem fim
Se alinham pontos negros de nós dois
E arriscam uma fuga contra o tempo
O tempo salta

Ney matogrosso

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

passeia zumbindo no meu ouvido,
sou a janta desse mala que voa?

atrapalha e perturba o meu sono,
mosquito, pobre mosquito!
dê adeus a suas asas querido!!!


tsssssssss....

pronto agora eu pego no sono!

ZZZZZzzzzzzZZzZzzz
Os desejos do desanço nos teus braços
são de uma fundura que não dá pé,
um encontro que dá nó nos passos,
a crise da verdade, da luz e da fé.
O círculo em seu significado exato,
retornos sem saber onde é o fim.
a sutileza reconhecida no teu tato,
supresa, desalinho, desespero pra mim.
e já não somos metade, dolorido fato.
e onde é que se chega asssim?
passou aquele nosso tempo esperado?
não existe a resposta, precisava do sim.
Onde é que eu acho a tua voz?
que significa pros teus olhos,
história bonita e sem fim?
foto no porta-retrato?
Onde é que chegamos assim?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ausente.

Sigo de trava em trava,
pulando a roleta,
como bicho que cava,
querendo a asa da borboleta.

sigo de passo falso,
medindo tudo sem dó,
como quem cria caso,
como quem cria nó.

sigo e digo o nome
daquele que traz o lume
sigo e a dor consome
já me virou costume.


linha reta já desconheço,
sua cara, me falta o traço
quero, mas não pago o preço,
não busco e não vejo o passo.

e descontente mantenho o curso,
inoperante, só sinto vontade,
ausente do teu discurso,
seguindo sou só metade.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Olhe pra dentro de mim,
me enxergue,
tenho asas e voz,
tenho mapas e nós.
Não negue,
tenho o norte desapontado!
Vivo do lado errado,
o conceito é diferente em mim.

Sorva as minhas palavras,
tenha calma,
não sei me mostrar de cara,
Sinta, cheire, morda,
desvenda-me com teus sentidos.
Dance entre meus dedos,
sou forte, tenho da vida o porte, sou toda.

Acalme essa tua pressa,
me embale como a um pequenino,
mas me deixe voar,
me tenha como a um clandestino,
Mas nunca pare de olhar.

Me deixa ser mulher de aço,
me deixa ser teu laço e peregrina,
siga ao lado do meu passo,
me deixa ser só um menina.

Ame o que admiras,
entenda o meu conceito,
decifra o que te fascina,
tens lugar no meu leito.

Mas me deixa ser de paz e guerra,
Deixa eu viver a ternura e o desavario,
me deixa bailar em volta da terra,
me busque no prazer, me provoque arrepio.

domingo, 26 de julho de 2009

Um dia desses ainda esqueço,
me viro pro outro lado
e nunca mais padeço.

Qualquer dia desses ainda te conto
que viver de amor é nada,
ilusão, coisa de gente fraca,
ainda te falo que éssa porra de amor é furada.

Um dia desses esfrego na tua cara,
que vale mais o meu pé no chão,
que é puro desvario,
impulsos elétricos, pura química
fluindo dentro de você.
Ainda te digo : Que nada!
Ninguem precisa disso pra viver!!!

Um dia desses te mostro,
que o grande sentido é não ter carta marcada,
gozar do fato de não pertencer a ninguem,
é acordar a noite, viver de madrugada.
Não ter chave, relógio no pulso,
dinheiro, calendário, não ter nada.

Um dia desses te ligo,
amanheço na tua calçada,
Te conto uma história vazia,
Digo que acordei atravessada.

Enquanto o tal dia não chega,
vivo de amor e mais nada!
Num tempo que não ouso medir
achei que era tudo, que era todo,
o ausência de limite do que se podia sentir.

em caras metades e medos,
em noites afora e dedos,
em fotos, músicas e sonetos,
desenhei o plano perfeito,
tinha abismo, asa, aliança e segredo.

Num tempo que não ouso dizer,
vivi o amor da cinderela,
exalava essência de amor-brinquedo!
leveza, prazer, dor, luxuria e medo.

Num outro dia, que não me lembro quando,
encontrei o tecido, o pano,
que me envolvia em vestido branco,
sem vela, sem som e sem pranto.

E o vestido já não me cabia,
por ter passado um tempo tanto,
por ter coberto outro corpo,
por ter sido de outra o manto.

Descobri que o fim
já tinha me ocorrido,
que em mim,
Aquele amor
tinha virado pranto,
e virado música bonita,
e depois virado minha voz,
a voz no meu canto.

Doces histórias, moças de cabelos compridos,
dedos, pele, dores e prantos,
o ex sabor da fruta mordida,
o fim do amor
é sempre a despedida.
Ele segura minha mão com calma
e ajusta meus dissabores,
meu amigo, meu irmão de alma,
seu braço forte me suporta as dores.

A alegria dos nossos encontros
é prazer pros meus olhos,
abraço de vaga lume ao cair do dia.
Meu prazer tua presença e tua compania.

O que de fato não se explica,
estrela primeira que guia,
e repousa tranquilo em meus braços,
desfazendo o cansaço ao findar de um dia.


Meu refúgio quero ser a tua morada,
a dor que aperta e calma,
quero te dar minha ousadia,
ser tua aurora e teu final de estrada.
Tua paz e tua agonia!!!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

E por mais que seja exato desconhecer tuas entranhas, o teu gosto de fino trato,
O teu rosto permanecer no meu retrato me arranha.
E por mais que hoje seja exato desconhecer a tua crença e o teu prazer pelo abstrato,
Ainda que o teu e o gosto e a tua presença já não habitem meu quarto
Subi as escadas lembrando das histórias, das promessas,
Sentindo ainda as dores do teu parto.
Minha língua aindaItálico trava, lamentando o gosto de não dizer uma só palavra.

E ainda que eu já conheça o avesso da tua inconstância,
Tuas palavras que não dão frutos ainda me espantam. Espanto-me ainda mais em ouvi-las.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Eu quero te filmar quadro a quadro,
revelar as tuas cores, pintar o teu retrato,
eu quero o traço da mão leve,
que já não guia mais.
Eu quero a foto em branco e preto
das frases do nosso jeito.
das caras que a tua voz faz.

Quero o sombreado dos silêncios,

que nos disseram todos aqueles absurdos,

e a falta que o inseguro traz.

Eu quero a curva dos sonetos que ficaram por fazer.
Eu quero o desenho das tuas mãos enquanto tecem,
a beleza dos acordes e da dança dos teus dedos,
eu quero ver a tua música nascer.

Eu quero todas as reproduções.

As imagens das letras em que me encaixo,
As que me excluem e as que não cantam a minha solidão.

Eu quero quadro a quadro teus sorrisos
em cores, quero quadros infinitos,
todos os retratos espalhados pelo chão,
flashs disparados e segredos
traduzidos pelas pontas dos meus dedos
traçados a giz e carvão.
Quero pendura-los na janela da minha saudade!
Não quero álbum de recordar,
quero álbum de reviver.
Quero os negativos dessas tuas vontades,
do desejo que dos teus olhos sai.

Quero as imagens que não nos dizem as verdades,
Para retratar a falta que essa história faz!

quero as fotos dos pés descalços,
na direção que o teu passo vai!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Moça dos olhos de mar,
moça.. o que é que há?
tuas marés são alheias?
tuas certezas são vãs?
só tem peixe na lua cheia?
eu quero ser teu divã!!!

Moça dos olhos bonitos,
Moça que eu nunca vi...
Moça do amor infinito,
Moça quero assistir,
o teu andar apressado.
Eu quero estar do teu lado!
Eu quero te seguir!

Moça, minha taça está cheia,
Minha mão escreve por ti.
me econtro no ventre de uma baleia
e nada é seguro aqui!!

Moça dos olhos de mar,
moça da beleza infinita,
se queres me diga!
Porque estamos aqui?
No contraponto dos nossos desejos,
unidas pelo mesmo beijo!!!
Moça, o que queres de mim?
Moça, o que quero de ti?


Arranque de mim a saudade,
me lava os olhos por fim,
me entrega a felicidade,
divido pra ti e pra mim!

No ventre teu me encontro,
me gera, me pari, me apare,
só posso ser tua assim,
nos braços, na pele,
teus lábios, vá!
Mas não te afaste de mim!

Na rede dos teus olhos me encontro,
não posso dizer que sim,
não posso negar que desejo,
tudo que no teu mundo o amor plantou até aqui!

Me aceita, me deita, possua!!!
Sou tua, muito mais do que és pra mim!
Me apare, nos braços, nos ombros,
na voz, nunca te afastes de mim!

Moça dos olhos do mar,
Moça o que é que há?
Muito prazer, te escrevo tudo,
precisava te dizer!
Que nada no mundo,
me desliga de ti,
eu sei, é profundo,
Mas é o amor,
ele só cabe assim!
dentro dos teus olhos,
todo dentro de mim!

sexta-feira, 5 de junho de 2009



cartas in memorian de um amor,

sugiro que tudo fique resgistrado,
nas cartas um amor velado,
nos lábios um doce sorriso,
a lembrança do que se foi!!!
sugiro que nas linhas se passe a história
que já não cabe na vida!!!
e que o papel reviva o que a nós,
não cabe viver!!!
sugiro que as palavras e os desejos sejam
o maior e mais eterno segredo!
e que disso não passem!!!!
o que não posso mais sentir,
eu que eu já não posso admitir ,
nem devo,
Só as cartas vão saber!!!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Demonstrações expostas pelo gosto,
dispostas em cores pelo rosto,
suadas mãos de afeto também não negam
o que não muda fato de ser um passo em falso.

Ilustrações até nos cabelos soltos
passeando entre os dedos,
ao sabor do seu prazer em ve-los levitar.

e a razão? que nada! onde cabe a razão?

Doces variações de palavras,
combinações e conjutos que nada, em nada mudam
a cor do teu olhar!

E segues com os devaneios mais deliciosos,
com os cuidados que mereço ter,
e com a distancia que apavora meus sentidos.
em um duelo de informações e demosntrações sutis,
não negas, ao contrario, aprovas o meu querer!
Entre os sorrisos que sinto, os supiros e pausas
no meio das palavras!!! quase posso ver!!!

e a razão? que nada!!!

eu quero é sentir prazer!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

eu vi flutuar um avião de papel
branco com asas bem definas,
desenhava contornos sob céu
Dobraduras ao sabor do vento,
sem que qualquer gravidade o afetasse,
eu o vi dançando, girando sob a minha cabeça,
parada numa avenina corrida,
cheia de nós, de carros apressados,
deliciosamente eu me afastava de tudo
só pra ver o avião de papel desenhar rodeios no ar,
debaixo se um céu azul-infinito
um sol meio enganador não afastava o frio
daquela manhã num dia bonito,
eu vi o avião voar,
lembrei de algumas histórias,
de aviões lançados em janelas altas,
talvez do vigésimo andar!
parada no centro do mundo,
numa manhã de outono,
admirando o desenho no céu
refletindo no meu olhar!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Onde é que não se existe?

Um pouco cansada de tanta existência, de tantos dias e noites repetidos, com a mesma cor,
cansada de tanto pensamento circulando na veia, de tento sentimento batendo nas minhas portas, querendo sair, expandir!
como é que se faz pra conseguir férias da existência? 1 dia apenas sem sono, duvida, fome, medo, dívida, sem sentimentos pulando pelas minhas janelas?
onde é que se aprende a controlar tantos desejos, em que momento as frustrações inibem a inundação de querer?
preciso de tempo pra arrumar a minha casa, preciso de espaço pra não fazer nada, passar horas organizando minhas prateleiras, catalogando meus sentimentos e os filmes da minha cabeça, cultivando meus medos, onde foi que a luz apagou? quem espalhou tantos livros no meu chão?
preciso de água, de uma nova fonte, preciso de mais dinheiro, acho até que de mais amor de fora pra dentro, porque de dentro pra fora, já tem ate demais!
Onde é que se consegue uma pausa, um momento pra não fazer nada, não sentir nada, não pensar em nada! onde é que posso esvaziar?
existe algum lugar para temporariamente não existir?
3 dias de sono? 2 dias de praia? 5 dias de clausura?
Meu freio falhou!

domingo, 17 de maio de 2009

ainda cantam vozes dentro de mim,
os sons do teu rosto no meu,
da tua voz dentro do meu ouvido.
presente ainda o cheiro do teu pescoço,
e as tuas mãos aqui.


e vem o desejo de sentir outra vez
a tua respiração no meu rosto,
teus olhos tão perto, já não posso resistir.

o teu desejo, o teu riso solto
essa leveza, teu jeito de sentir,
tão simples e raro,
se queres,
fique, permaneça
já tenho o teu registro aqui!

sábado, 9 de maio de 2009

desliga!
desestrutura!
empurra!
sacia!
invade,
e parte!
1,2,3 puft! foi!
8 da manhã...
e pronto o telefone desatina a tocar, tantas informações, tantos desejos, há muita pressa, há muito medo...
se para um segundo, eu já bocejo, só me resta um café corrido, 5 minutos pra alimentar o meu desejo, e os minutos correm apressados, dois goles, um sorriso, não há tempo pra nada...
os olhos fixos naquela tela, nem quero pensar em números,
mas desvairado, telefone toca pra me interroper o silêncio, descoordenar a estrura alinhavada do meu pensamento. Onde para esse caos? Onde para esse medo? é muito tempo vazia de mim...
é muito...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Por ele!!!

linda é ela que ri como uma for bela,
cheiro de flor como de um grande amor,
com sorriso lindo parecendo um lirio
uma vergonha que encanta ,encanta os risos que alcança!!!!

LS
saudades dos olhos que brilham em tardes de sol, das respostas sem perguntas,
de te esperar no centro de tudo, de esconder meu rosto no teu corpo, no teu peito, enquanto me abraças!
saudades do teu riso fácil e franco, de quando me olha atravessado!

Saudades de escolher o vestido exato e combinar com o sapato e esperar o que vc vai dizer!
saudades das nossas mãos juntas, nas nossas tardes cheias de paz e sol!
das tuas piadas doidas!!! do teu rosto branco de bloqueador.
Muitas saudades das tuas mãos em mim!
se a saudadejá se fez...
me diz aonde vão os nossos passos?
Saudades dos beijos dentro de caixas,
me deixa ir!!!
saudades de desligar tudo correndo, pra descer as escadas, romper a roleta e te achar na calçada!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Não vou dizer que não sinto, ou que não choro!
A verdade é que quase tudo é contexto pra escrever!
Palavra!

Solicito que as palavras percorram seu longo caminho,
que se façam, que se antecipem,
que escorram por mim e me expliquem!
como é que pode alguém agir assim?
solicito explicações coerentes!
versos e prosas enfáticas,
que denotem esse sentido!
que decifrem meus inquietos pensamentos,
sussurrando a lógica no meu ouvido!
quero uma explicação exclusiva, sólida
e capaz de não deixar no ar uma palavra se quer
que não compreenda essa essência!
solicito palavras!
que a palavra venha!
que escorra das mãos, que brote no chão!
e me crie a consciência, da tua verdade plena!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Para ela!








Deslumbra a rua, os olhos dela
Sem saber que a lua dança despida
Em círculos em volta da terra
Só pra ela, só pra ela!


Só pra ela,
A lua brilha, a rua brilha os olhos dela.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Se não queres que eu diga!

Tento manter meus pés no chão,
Ainda que neles me ponha na ponta
Toda vez que te beijo!
Tento não escolher entre o sim e não!
Prefiro, me fazendo de tonta,
Roçar teu pescoço, morder o teu queixo!
Te olhar assim de lado, abraçar apertado,
e não definir escolhas... não pensar em escolhas...
Prefiro brincar contigo... ser teu amigo
Virar teu amor!

Primeiro beijo na Praia,
a lua que me valha...
enquanto o sol se põe...
De ti não quero nada...
Nada além das canções que gostamos,
Dos beijos nos lugares estranhos...
Dos sorrisos que me dá!
E outro beijo na praia
molhar os pés no mar.
De você eu quero...
mas conforme suas exigencias
eu nego.... eu juro!
Não vou falar!!!

domingo, 19 de abril de 2009

Ai! qdo me meto dentro de tua íris,
desse castanho sem fim, e dessa tua cara inocente
Ai! quando te olho de banda
e quando te flagro...
e quando te vejo atuando...
e quando te olho...
e quando brincas comigo!
eu desatino!
e quando me abro aos teus braços
em um enlace apertado....
meu desatino...
e quando não me passas
de um olho ao redor,
e quando não me rendes mais que uns desvarios...
ai... quando eu me meto dentro da tua íris
castanha sem fim...
Meu desatino!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Grande frase da noite!!!!!
quem sabe talvez de toda semana!
QUE MERDA ESSA TAL DE ESPERA!!!!!!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Mandinga de menina

A menina mandigueira
acende a vela e mesmo que não queira
já acorda de branco toda sexta-feira.
desfila suas tranças, rodando seu encanto
gira a menina a renda
e faz ciranda, entoando o ponto
presente pro seu santo .
ela gira e me faz girar,
ela dança e em seu balançar
pula seus pés descalços no chão,
o contado direto do chão batido
faz sua devoção pulsar...
a menina mandingueira
das tranças cumpridas
do olhar fagueiro
moça-madinga
girando na roda
balança seu corpo inteiro.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ainda espero calada,
a tua presença aqui.

Os olhos, as mãos...
Mas nada, nada há teu em mim.

É um quase sonhar acordada
sem jamais admitir...
que te quis na hora errada
e assim te vi partir.

Ainda espero calada
a tua voz no portão,
ouvir teus passos na calçada
e o fim da solidão.

Ainda espero calada,
que retornes ao meu encontro
e que desta vez
que nada mude lugar...
q a certeza passe de talvez
e nossa paz retome seu lugar...

Eu ainda espero calada
o dia pra te ver voltar.
Ao som da zabumba os pés passeavam pelo salão,

de olhos entreabertos, em passos discretos ,


naquele momento não havia razão


para que dor alguma habitasse seu pensamento.

O triangulo, a sanfona a voz e a canção,

alardeavam o sentimento.

Não havia mais escolhas, seus olhos habitavam

aqueles olhos, em passos lentos, a música, o vento,


a girar pelo salão...

Como se mágica fosse, estalar de dedos.

De olhos entreabertos , marcados a passos certos

os giros pelo salão.


Não existiam mais escolhas , apenas olhares...

Que se cruzavam em delicadas flechas pelos olhos entreabertos

A girar pelo salão.

E assumia de vez o sim, o lugar do não!

E foram se abrindo brechas daquele desestruturado coração,

Trancado a ferro pelo tempo, nos olhares, movimentos,

A girar pelo salão.

sábado, 4 de abril de 2009

Qual a tua duvida?
O que te impede e te alucina?
O que te prende?
O que te fascina?
O que pretende?
Que escolha te aproxima?
Onde está teu pensamento?
O que te causa tanto medo?
Qual será o teu momento?
Qual é o teu apego?
O que pretende a tua insegurança?
Será escolha tua?
Ou muro de proteção?
Aceitas meu aviso?
Há pouco tempo!
Leva tudo de improviso!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Será culpa da chuva?
será culpa da sorte...?
será culpa da culpa...?
será q encontrou o norte?

será q encontrou novas estrelas?
olhou-as encontrando novo encanto?
será q prefere te-las?

se sorte ou azar, não sei!
se alegria ou pesar não sei!!!

só sei o que longe observo...
e sinto o que não quero...
mas também não nego!

ainda olharei teus altos olhos de encanto?
a doce ternura de abraços tantos?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Em um minuto tudo muda,
fica o vazio, a lembrança
e uma dor, uma saudade...
o grande sorriso fica na memória,
junto das inumeras perguntas
que não confortam o sofrimento.
É amigo... duro te ver partir
duro saber que nenhum passo de dança
terá mais a mesma graça,
sem teus delicados movimentos...
sem tua malemolência
sem teus olhares...
e sem a tua tão famosa cor chocolate
descanse querido, descanse em paz...
ficaremos aqui com as doces lembranças,
da tua arte, da tua simpatia.
Saudades de ti criança!

sábado, 7 de março de 2009

Antes de mais nada

julgo necessário esclarecer

que nada me cabe

que não seja livre,

que nada me atrai

que não tenha leveza de vento,

que nada me leva

que não seja pelo pensamento!