assusta-me tamanha doçura,
a alma minha de surpresa foge,
corre de mim!
É de uma doçura que provei o gosto,
é de um musical afeto,
é de um sorriso no rosto,
é de querer de toda forma perto.
E de longe observo,
nego a qualquer custo.
é exposto, desvario.
Não é do meu gosto!
é mais fácil aceitar o oposto....
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Andei pelo centro em gotas miudas,
chovia tão fino, parecia pó,
entras as folhas e pingos na rua,
os passos desfaziam o nó.
Andei pelas praças desertas,
pelo paço, pela ponte, elevado, cais.
Hoje a Rio Branco, estava cinza,
meu vestido dançava no vento gelado,
por tanto tempo sozinho meu passo,
por tantos passos desertos,
coisas de não se querer.
chovia tão fino, parecia pó,
entras as folhas e pingos na rua,
os passos desfaziam o nó.
Andei pelas praças desertas,
pelo paço, pela ponte, elevado, cais.
Hoje a Rio Branco, estava cinza,
meu vestido dançava no vento gelado,
por tanto tempo sozinho meu passo,
por tantos passos desertos,
coisas de não se querer.
Outro adeus.
Vá...
Estou com as malas prontas,
Estou com a face posta
Sobre outros ombros,
Leve contigo nossas frases de amor,
Nosso avassalador romance.
A parte que te cabe coloquei na tua mala
Aquela mesmo das nossas viagens.
Um vidro de perfume vazio,
Duas ou três camisas,
Livros, discos e tudo mais o que ainda restou.
Velhos cigarros, bilhetes de cinema,
Antigas canções que me fizeste
Velhas poesias que te fiz.
Desta vez, sou eu quem me despeço,
Desta vez, sou eu quem diz adeus,
Solitário e lento.
Desta vez sou quem peço...
Te ausente de mim.
Sem licença poética,
Andei como um dia chuvoso,
Sem sombra, só gotas.
E decidi partir.
Aqui nem rimas te dedico...
Sepulto nossa história.
Todo aquele amor.
Para você,
Paz, felicidade e falta de memória!
Vá...
Estou com as malas prontas,
Estou com a face posta
Sobre outros ombros,
Leve contigo nossas frases de amor,
Nosso avassalador romance.
A parte que te cabe coloquei na tua mala
Aquela mesmo das nossas viagens.
Um vidro de perfume vazio,
Duas ou três camisas,
Livros, discos e tudo mais o que ainda restou.
Velhos cigarros, bilhetes de cinema,
Antigas canções que me fizeste
Velhas poesias que te fiz.
Desta vez, sou eu quem me despeço,
Desta vez, sou eu quem diz adeus,
Solitário e lento.
Desta vez sou quem peço...
Te ausente de mim.
Sem licença poética,
Andei como um dia chuvoso,
Sem sombra, só gotas.
E decidi partir.
Aqui nem rimas te dedico...
Sepulto nossa história.
Todo aquele amor.
Para você,
Paz, felicidade e falta de memória!
sábado, 19 de setembro de 2009
somos puro projeto da criação divina,
com destinos traçados,
encerrados na divina vontdade?
Ou frutos do nosso proprio desejo
vivendo do pão e pra carne?
Somos um plano perfeito,
num navio que afundou?
Ou um traço inacabado?
onde começa o Homem?
onde termina o autor?
E mesmo, ainda cabe a proposta.
Autor do que mesmo?
Anda a vida sem trava,
o criador perdeu a aposta?
Ou perdemos nós o trajeto,
inundados de tantas vontades?
Ou morremos nós é de medo,
em meio a tanta barbaridade?
com destinos traçados,
encerrados na divina vontdade?
Ou frutos do nosso proprio desejo
vivendo do pão e pra carne?
Somos um plano perfeito,
num navio que afundou?
Ou um traço inacabado?
onde começa o Homem?
onde termina o autor?
E mesmo, ainda cabe a proposta.
Autor do que mesmo?
Anda a vida sem trava,
o criador perdeu a aposta?
Ou perdemos nós o trajeto,
inundados de tantas vontades?
Ou morremos nós é de medo,
em meio a tanta barbaridade?
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Será que sou eu?
Será que sou eu na minha carteira de identidade?
Será que sou eu que ando no meu corpo pela cidade?
Será que sou eu que morro de rir da felicidade?
Ou será que sou eu que minto pra dizer a verdade?
Será que sou eu o feto que não quer nascer?
Será que sou eu o único defunto que quer viver?
Será que sou eu a cara em que meu olho mora?
Ou será que sou eu o cara sem culpa que foi embora?
Será que sou eu puxando o fio do suéter de lã?
Será que sou eu excitando a força do ímã?
Será que sou eu que tenho medo do jornal de amanhã?
Ou será que sou eu que sou feliz por não usar soutien?
Será que sou eu o alvo da boca que me beija?
Será que sou eu que bebo água ao invés de cerveja?
Será que sou eu o cabeludo pregado na cruz da igreja?
Ou será que sou eu que penso ser o que talvez eu nem seja?
Moska!
Será que sou eu na minha carteira de identidade?
Será que sou eu que ando no meu corpo pela cidade?
Será que sou eu que morro de rir da felicidade?
Ou será que sou eu que minto pra dizer a verdade?
Será que sou eu o feto que não quer nascer?
Será que sou eu o único defunto que quer viver?
Será que sou eu a cara em que meu olho mora?
Ou será que sou eu o cara sem culpa que foi embora?
Será que sou eu puxando o fio do suéter de lã?
Será que sou eu excitando a força do ímã?
Será que sou eu que tenho medo do jornal de amanhã?
Ou será que sou eu que sou feliz por não usar soutien?
Será que sou eu o alvo da boca que me beija?
Será que sou eu que bebo água ao invés de cerveja?
Será que sou eu o cabeludo pregado na cruz da igreja?
Ou será que sou eu que penso ser o que talvez eu nem seja?
Moska!
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
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