Ausente.
Sigo de trava em trava,
pulando a roleta,
como bicho que cava,
querendo a asa da borboleta.
sigo de passo falso,
medindo tudo sem dó,
como quem cria caso,
como quem cria nó.
sigo e digo o nome
daquele que traz o lume
sigo e a dor consome
já me virou costume.
linha reta já desconheço,
sua cara, me falta o traço
quero, mas não pago o preço,
não busco e não vejo o passo.
e descontente mantenho o curso,
inoperante, só sinto vontade,
ausente do teu discurso,
seguindo sou só metade.
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