quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Será que sou eu?
Será que sou eu na minha carteira de identidade?
Será que sou eu que ando no meu corpo pela cidade?
Será que sou eu que morro de rir da felicidade?
Ou será que sou eu que minto pra dizer a verdade?
Será que sou eu o feto que não quer nascer?
Será que sou eu o único defunto que quer viver?
Será que sou eu a cara em que meu olho mora?
Ou será que sou eu o cara sem culpa que foi embora?
Será que sou eu puxando o fio do suéter de lã?
Será que sou eu excitando a força do ímã?
Será que sou eu que tenho medo do jornal de amanhã?
Ou será que sou eu que sou feliz por não usar soutien?
Será que sou eu o alvo da boca que me beija?
Será que sou eu que bebo água ao invés de cerveja?
Será que sou eu o cabeludo pregado na cruz da igreja?
Ou será que sou eu que penso ser o que talvez eu nem seja?

Moska!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E eu fico vendo as caras,
vivendo a vida que é minha,
eu piso no chão e não sinto
corro no fio da navalha
meus poros transbordam
e nada tem a mão que a tua valha!
eu rimo uma rima tão pobre,
é a tua ausencia q me faz assim,
fico coerente, previsivel,
indigente, só um pedaço de mim!
Só em você eu pude vazar,
Nós outros....
eles me vedam as sáidas!

domingo, 9 de agosto de 2009

Me disse vai embora, eu não fui
Você não dá valor ao que possui
Enquanto sofre, o coração intui
Que ao mesmo tempo que magoa o tempo
O tempo flui
E assim o sangue corre em cada veia
O vento brinca com os grãos de areia
Poetas cortejando a branca luz
E ao mesmo tempo que machuca
o tempo me passeia
Quem sabe o que se dá em mim?
Quem sabe o que será de nós?
O tempo que antecipa o fim
Também desata os nós
Quem sabe soletrar adeus
Sem lágrimas, nenhuma dor
Os pássaros atrás do sol
As dunas de poeira
O céu de anil no polo sul
Há dinamite no paiol
Não há limite no anormal
É que nem sempre o amor
É tão azul
A música preenche sua falta
Motivo dessa solidão sem fim
Se alinham pontos negros de nós dois
E arriscam uma fuga contra o tempo
O tempo salta

Ney matogrosso

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

passeia zumbindo no meu ouvido,
sou a janta desse mala que voa?

atrapalha e perturba o meu sono,
mosquito, pobre mosquito!
dê adeus a suas asas querido!!!


tsssssssss....

pronto agora eu pego no sono!

ZZZZZzzzzzzZZzZzzz
Os desejos do desanço nos teus braços
são de uma fundura que não dá pé,
um encontro que dá nó nos passos,
a crise da verdade, da luz e da fé.
O círculo em seu significado exato,
retornos sem saber onde é o fim.
a sutileza reconhecida no teu tato,
supresa, desalinho, desespero pra mim.
e já não somos metade, dolorido fato.
e onde é que se chega asssim?
passou aquele nosso tempo esperado?
não existe a resposta, precisava do sim.
Onde é que eu acho a tua voz?
que significa pros teus olhos,
história bonita e sem fim?
foto no porta-retrato?
Onde é que chegamos assim?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ausente.

Sigo de trava em trava,
pulando a roleta,
como bicho que cava,
querendo a asa da borboleta.

sigo de passo falso,
medindo tudo sem dó,
como quem cria caso,
como quem cria nó.

sigo e digo o nome
daquele que traz o lume
sigo e a dor consome
já me virou costume.


linha reta já desconheço,
sua cara, me falta o traço
quero, mas não pago o preço,
não busco e não vejo o passo.

e descontente mantenho o curso,
inoperante, só sinto vontade,
ausente do teu discurso,
seguindo sou só metade.