domingo, 7 de fevereiro de 2010

enquanto passa o bloco,
a menina inspira tanta atenção?
só pode ter inspirado,
e que encanto essa doação!

enquanto gira a noite,
e o calor toma conta de tudo,
inspira a menina desejos?
só pode ter inspirado!
deliciosa demonstração!

enquanto o sono
devora a madrugada
inspira teu corpo
(minha morada)
o afago da minha mão!
Não te nego nada!
é só sentir a vibração,
é só seguir por esta estrada,
é só pegar a minha mão!
em baixo dos arcos,
palma na palma da mão,
sorrisos devassos,
a mais pura ilusão.

tantos corpos suados,
musicas, blocos, multidão.
meu corpo no teu abraçado,
lábios e rostos colados,
encanto e sorriso enorme,
lindos olhos rasgados,
negra pele de desejos tantos,
inspira minha devoção.

tanta timidez e nada!
tão doce voz, forte mão,
informações fragmentadas,
inicio da emoção!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pra minha querida Rafa!

Presença sem par,
olhos acesos te devoram,
provoca em todo lugar,
sorrisos e deixas te imploram.

de malemolencia declarada,
provocante e ironica.

Entre saltos e unhas vermelhas,
alta e tão aparente...
o impacto que provoca te resume!!!

Uma linda pin up de doçura enorme.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Pra minha querida Nana!


Afoitos olhos tristes,
de azul de mar,
de céu ao meio dia,
que fazes enquanto durmo
construindo poesia?

O mais prazeroso dos desejos,
o corpo, o beijo, o arrepio que aflora,
a saudade em lampejos,
tua coisa toda não tem hora,
é agora teu gracejo.

Tua inocencia,
em nada é da boca pra fora
intactos sentidos
exatos e inibidos.
Não permita a dor agora,
Não te deixes ir embora,
No encanto daquele beijo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Constante como corre o rio, e
distante como o himalaia,
quieto como desafio.
preciso como a navalha.
involuntário como arrepio.
não há saudade que não me traia!


são só palavras....

sábado, 12 de dezembro de 2009

e de ser tão dele,
acho que ainda sinto o cheiro,
e o sinto mesmo na ausencia.

e de ser tão manso,
e de ser tão denso,
acho que ele ainda me lança
seu inevitavel olhar
em algum momento.

e por ser tão certo
e do mesmo modo
toda forma de incerteza,
ainda me dou pelo meio,
as sobras ainda podo,
moro em sua realeza.

e ser tão forte,
e de ser tão preciso,
um tiro certo, no clarão.
inafiançavel tortura.
passos no mesmo sentido
marcados pelo chão,
de mãos dadas na mistura.

o fim de toda solidão,
o amor e a criatura.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

e ainda assim, mesmo que tudo pareça insano,
sem fim e cheio de rastros e marcas e pontos...
o fim de amor é sempre desengano...
dolorido fato, incontaveis desencantos...
fica um soluço vagando...
fica um sorriso de canto...
ficam as marcas e tantas...
fica o ponto e pronto!
cada um que cuide do que restar!
e replante seu alecrim,
refaça sua orquestra,
de asa a borboleta.
e cresça, até o fim passar!