segunda-feira, 27 de julho de 2009

Olhe pra dentro de mim,
me enxergue,
tenho asas e voz,
tenho mapas e nós.
Não negue,
tenho o norte desapontado!
Vivo do lado errado,
o conceito é diferente em mim.

Sorva as minhas palavras,
tenha calma,
não sei me mostrar de cara,
Sinta, cheire, morda,
desvenda-me com teus sentidos.
Dance entre meus dedos,
sou forte, tenho da vida o porte, sou toda.

Acalme essa tua pressa,
me embale como a um pequenino,
mas me deixe voar,
me tenha como a um clandestino,
Mas nunca pare de olhar.

Me deixa ser mulher de aço,
me deixa ser teu laço e peregrina,
siga ao lado do meu passo,
me deixa ser só um menina.

Ame o que admiras,
entenda o meu conceito,
decifra o que te fascina,
tens lugar no meu leito.

Mas me deixa ser de paz e guerra,
Deixa eu viver a ternura e o desavario,
me deixa bailar em volta da terra,
me busque no prazer, me provoque arrepio.

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