Talvez se asas eu tivesse,
suas mãos em faca,
empunhadas e diretas
a poda-las se pusessem,
para nunca me ver voar!
Impedir não é direito,
o direito é o de não amar,
minha escolha e meu caminho,
são meus,
não é teu o direito de opinar.
Se te ofendes ou embaraças
com a minha liberdade,
vire-se, dê-me as costas,
e ponha-se a andar,
não te garanto lágimas,
não te suponho nada,
não marco teu lugar.
Eu escolho o meu passo,
Eu decido onde ficar,
Se de longe pareço frágil,
não te iludas meu caro...
aqui não é o teu lugar!
E se me olhas devagar,
e se me tomas a observar,
e se reflito no teu olhos,
se estás a me fitar,
Com candura, te pergunto...
Podes me acompanhar?
É fato de certo,
minha luz vai te assustar.
E se mais profundo observas,
se te perdes ao me ver passar,
se te deixas me encontrar,
percebe no entanto...
muito mais há pra olhar!
Sou leve e sutil,
e me rendo a tristeza,
entretando sou forte,
minha propria realeza...
Sou de pedra, aço e cobre.
Me fiz assim pra poder continuar
minha casa e meu norte,
são de quem souber chegar!
Nenhum comentário:
Postar um comentário