domingo, 17 de outubro de 2010

Quando contemplas aflito
A cinzura que minha glória tem
Não vês o quanto é bendito
Ser do amor refém?


E se passam tantos dias,
Nas palavras ainda te encontro,
Como sempre soubemos bem,
No encanto da poesia,
Tua cara e meu guia,
Somos do amor reféns.

E a devorar palavras com voraz ansiedade,
Retirando do invólucro, o tão bem amado,
Lacrado com fita de cetim, meu doce passado,
Recordo-me tão pouco do gosto de ter,
Mas o de ser, ainda está guardado,
O amor mais incrustado,
Sendo refém, sem poder ser.

2 comentários:

  1. Amo essa mágica com as palavras que só você faz!

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  2. É muito bom saber que você está escrevendo novamente...
    Fico feliz por você...
    Saudades...
    Bjus...
    Ass.: Marcelo Romeiro

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