Talvez se asas eu tivesse,
suas mãos em faca,
empunhadas e diretas
a poda-las se pusessem,
para nunca me ver voar!
Impedir não é direito,
o direito é o de não amar,
minha escolha e meu caminho,
são meus,
não é teu o direito de opinar.
Se te ofendes ou embaraças
com a minha liberdade,
vire-se, dê-me as costas,
e ponha-se a andar,
não te garanto lágimas,
não te suponho nada,
não marco teu lugar.
Eu escolho o meu passo,
Eu decido onde ficar,
Se de longe pareço frágil,
não te iludas meu caro...
aqui não é o teu lugar!
E se me olhas devagar,
e se me tomas a observar,
e se reflito no teu olhos,
se estás a me fitar,
Com candura, te pergunto...
Podes me acompanhar?
É fato de certo,
minha luz vai te assustar.
E se mais profundo observas,
se te perdes ao me ver passar,
se te deixas me encontrar,
percebe no entanto...
muito mais há pra olhar!
Sou leve e sutil,
e me rendo a tristeza,
entretando sou forte,
minha propria realeza...
Sou de pedra, aço e cobre.
Me fiz assim pra poder continuar
minha casa e meu norte,
são de quem souber chegar!
domingo, 15 de novembro de 2009
A tua voz...torna mais nobre a cinzura da minha glória.
não sou a mesma de outrora,nem cabes mais naquela roupa, e agora?
Foram tantos passos em descaminhos e eu que julguei perdido meu grito na tua memória,
me espanto e canto e digo,em qual das tuas tantas ecolhasme encaixo agora?
Como é que não me abro a tua retórica?
Mas se te espantas com a inocência que meus versos supõe nesta hora
como viverás com eles, se não satisfizerem os desejos lançados desde o fim daquela história?
e se insegura eu permanecer?
e se não couberem nos próximos passos, esta cinzura que te apavora?
como é que não sinto medo? e se eu julgar o teu retorno o alimento da minha paz?
e se em algum momento a vida desandar?como é que você faz?
Vai, me explica, me conta todos os anseios.transparece, onde foi que você me quis?
como me nego ao teu retorno?
se só contigo eu fui feliz?
não sou a mesma de outrora,nem cabes mais naquela roupa, e agora?
Foram tantos passos em descaminhos e eu que julguei perdido meu grito na tua memória,
me espanto e canto e digo,em qual das tuas tantas ecolhasme encaixo agora?
Como é que não me abro a tua retórica?
Mas se te espantas com a inocência que meus versos supõe nesta hora
como viverás com eles, se não satisfizerem os desejos lançados desde o fim daquela história?
e se insegura eu permanecer?
e se não couberem nos próximos passos, esta cinzura que te apavora?
como é que não sinto medo? e se eu julgar o teu retorno o alimento da minha paz?
e se em algum momento a vida desandar?como é que você faz?
Vai, me explica, me conta todos os anseios.transparece, onde foi que você me quis?
como me nego ao teu retorno?
se só contigo eu fui feliz?
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Será que ainda lembra meu nome?
são 20? 30? 100 anos?
será q ainda lê meu texto em prosa?
será q ainda se apavora?
Será que a chuva vai passar?
outras canções habitarão meu quarto?
será que ainda muda a maré?
são 200? 300? 400 anos?
dias? apenas noites?
é sempre tudo, vida a fora,
qualquer nota, violão.
ainda cedo, sol nascendo,
pé na estação...
alguem me perguntou da vida,
prefere sim ou não?
a resposta talvez não seja a saída...
o caminho não tem solução,
o destino vem de longe e me afunila,
qualquer coisa que tenha razão.
são 20? 30? 100 anos?
será q ainda lê meu texto em prosa?
será q ainda se apavora?
Será que a chuva vai passar?
outras canções habitarão meu quarto?
será que ainda muda a maré?
são 200? 300? 400 anos?
dias? apenas noites?
é sempre tudo, vida a fora,
qualquer nota, violão.
ainda cedo, sol nascendo,
pé na estação...
alguem me perguntou da vida,
prefere sim ou não?
a resposta talvez não seja a saída...
o caminho não tem solução,
o destino vem de longe e me afunila,
qualquer coisa que tenha razão.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Andei pelo centro em gotas miudas,
chovia tão fino, parecia pó,
entras as folhas e pingos na rua,
os passos desfaziam o nó.
Andei pelas praças desertas,
pelo paço, pela ponte, elevado, cais.
Hoje a Rio Branco, estava cinza,
meu vestido dançava no vento gelado,
por tanto tempo sozinho meu passo,
por tantos passos desertos,
coisas de não se querer.
chovia tão fino, parecia pó,
entras as folhas e pingos na rua,
os passos desfaziam o nó.
Andei pelas praças desertas,
pelo paço, pela ponte, elevado, cais.
Hoje a Rio Branco, estava cinza,
meu vestido dançava no vento gelado,
por tanto tempo sozinho meu passo,
por tantos passos desertos,
coisas de não se querer.
Outro adeus.
Vá...
Estou com as malas prontas,
Estou com a face posta
Sobre outros ombros,
Leve contigo nossas frases de amor,
Nosso avassalador romance.
A parte que te cabe coloquei na tua mala
Aquela mesmo das nossas viagens.
Um vidro de perfume vazio,
Duas ou três camisas,
Livros, discos e tudo mais o que ainda restou.
Velhos cigarros, bilhetes de cinema,
Antigas canções que me fizeste
Velhas poesias que te fiz.
Desta vez, sou eu quem me despeço,
Desta vez, sou eu quem diz adeus,
Solitário e lento.
Desta vez sou quem peço...
Te ausente de mim.
Sem licença poética,
Andei como um dia chuvoso,
Sem sombra, só gotas.
E decidi partir.
Aqui nem rimas te dedico...
Sepulto nossa história.
Todo aquele amor.
Para você,
Paz, felicidade e falta de memória!
Vá...
Estou com as malas prontas,
Estou com a face posta
Sobre outros ombros,
Leve contigo nossas frases de amor,
Nosso avassalador romance.
A parte que te cabe coloquei na tua mala
Aquela mesmo das nossas viagens.
Um vidro de perfume vazio,
Duas ou três camisas,
Livros, discos e tudo mais o que ainda restou.
Velhos cigarros, bilhetes de cinema,
Antigas canções que me fizeste
Velhas poesias que te fiz.
Desta vez, sou eu quem me despeço,
Desta vez, sou eu quem diz adeus,
Solitário e lento.
Desta vez sou quem peço...
Te ausente de mim.
Sem licença poética,
Andei como um dia chuvoso,
Sem sombra, só gotas.
E decidi partir.
Aqui nem rimas te dedico...
Sepulto nossa história.
Todo aquele amor.
Para você,
Paz, felicidade e falta de memória!
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