Pra minha querida Nana!
Afoitos olhos tristes,
de azul de mar,
de céu ao meio dia,
que fazes enquanto durmo
construindo poesia?
O mais prazeroso dos desejos,
o corpo, o beijo, o arrepio que aflora,
a saudade em lampejos,
tua coisa toda não tem hora,
é agora teu gracejo.
Tua inocencia,
em nada é da boca pra fora
intactos sentidos
exatos e inibidos.
Não permita a dor agora,
Não te deixes ir embora,
No encanto daquele beijo.
sábado, 16 de janeiro de 2010
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
e de ser tão dele,
acho que ainda sinto o cheiro,
e o sinto mesmo na ausencia.
e de ser tão manso,
e de ser tão denso,
acho que ele ainda me lança
seu inevitavel olhar
em algum momento.
e por ser tão certo
e do mesmo modo
toda forma de incerteza,
ainda me dou pelo meio,
as sobras ainda podo,
moro em sua realeza.
e ser tão forte,
e de ser tão preciso,
um tiro certo, no clarão.
inafiançavel tortura.
passos no mesmo sentido
marcados pelo chão,
de mãos dadas na mistura.
o fim de toda solidão,
o amor e a criatura.
acho que ainda sinto o cheiro,
e o sinto mesmo na ausencia.
e de ser tão manso,
e de ser tão denso,
acho que ele ainda me lança
seu inevitavel olhar
em algum momento.
e por ser tão certo
e do mesmo modo
toda forma de incerteza,
ainda me dou pelo meio,
as sobras ainda podo,
moro em sua realeza.
e ser tão forte,
e de ser tão preciso,
um tiro certo, no clarão.
inafiançavel tortura.
passos no mesmo sentido
marcados pelo chão,
de mãos dadas na mistura.
o fim de toda solidão,
o amor e a criatura.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
e ainda assim, mesmo que tudo pareça insano,
sem fim e cheio de rastros e marcas e pontos...
o fim de amor é sempre desengano...
dolorido fato, incontaveis desencantos...
fica um soluço vagando...
fica um sorriso de canto...
ficam as marcas e tantas...
fica o ponto e pronto!
cada um que cuide do que restar!
e replante seu alecrim,
refaça sua orquestra,
de asa a borboleta.
e cresça, até o fim passar!
sem fim e cheio de rastros e marcas e pontos...
o fim de amor é sempre desengano...
dolorido fato, incontaveis desencantos...
fica um soluço vagando...
fica um sorriso de canto...
ficam as marcas e tantas...
fica o ponto e pronto!
cada um que cuide do que restar!
e replante seu alecrim,
refaça sua orquestra,
de asa a borboleta.
e cresça, até o fim passar!
sábado, 21 de novembro de 2009
suspira calmo e lento,
devagar assopra a poeira,
transparece no sorriso o vento.
ilumina seu olhar de candeia.
parece saido de um longo descanço,
a sutileza de movimentos,
que causa compulsiva atração
desarma o passo imenso
acalma e aflora, total contradição.
tem uma fina pele,
um olhar aperatado que o revele,
tem doce poder em sua mão.
desarma meu passo imenso,
de quem tem pressa pra solidão
de quem vaga vazio e denso,
de quem foge da emoção.
devagar assopra a poeira,
transparece no sorriso o vento.
ilumina seu olhar de candeia.
parece saido de um longo descanço,
a sutileza de movimentos,
que causa compulsiva atração
desarma o passo imenso
acalma e aflora, total contradição.
tem uma fina pele,
um olhar aperatado que o revele,
tem doce poder em sua mão.
desarma meu passo imenso,
de quem tem pressa pra solidão
de quem vaga vazio e denso,
de quem foge da emoção.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Talvez se asas eu tivesse,
suas mãos em faca,
empunhadas e diretas
a poda-las se pusessem,
para nunca me ver voar!
Impedir não é direito,
o direito é o de não amar,
minha escolha e meu caminho,
são meus,
não é teu o direito de opinar.
Se te ofendes ou embaraças
com a minha liberdade,
vire-se, dê-me as costas,
e ponha-se a andar,
não te garanto lágimas,
não te suponho nada,
não marco teu lugar.
Eu escolho o meu passo,
Eu decido onde ficar,
Se de longe pareço frágil,
não te iludas meu caro...
aqui não é o teu lugar!
E se me olhas devagar,
e se me tomas a observar,
e se reflito no teu olhos,
se estás a me fitar,
Com candura, te pergunto...
Podes me acompanhar?
É fato de certo,
minha luz vai te assustar.
E se mais profundo observas,
se te perdes ao me ver passar,
se te deixas me encontrar,
percebe no entanto...
muito mais há pra olhar!
Sou leve e sutil,
e me rendo a tristeza,
entretando sou forte,
minha propria realeza...
Sou de pedra, aço e cobre.
Me fiz assim pra poder continuar
minha casa e meu norte,
são de quem souber chegar!
suas mãos em faca,
empunhadas e diretas
a poda-las se pusessem,
para nunca me ver voar!
Impedir não é direito,
o direito é o de não amar,
minha escolha e meu caminho,
são meus,
não é teu o direito de opinar.
Se te ofendes ou embaraças
com a minha liberdade,
vire-se, dê-me as costas,
e ponha-se a andar,
não te garanto lágimas,
não te suponho nada,
não marco teu lugar.
Eu escolho o meu passo,
Eu decido onde ficar,
Se de longe pareço frágil,
não te iludas meu caro...
aqui não é o teu lugar!
E se me olhas devagar,
e se me tomas a observar,
e se reflito no teu olhos,
se estás a me fitar,
Com candura, te pergunto...
Podes me acompanhar?
É fato de certo,
minha luz vai te assustar.
E se mais profundo observas,
se te perdes ao me ver passar,
se te deixas me encontrar,
percebe no entanto...
muito mais há pra olhar!
Sou leve e sutil,
e me rendo a tristeza,
entretando sou forte,
minha propria realeza...
Sou de pedra, aço e cobre.
Me fiz assim pra poder continuar
minha casa e meu norte,
são de quem souber chegar!
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