Ao som da zabumba os pés passeavam pelo salão,
de olhos entreabertos, em passos discretos ,
naquele momento não havia razão
para que dor alguma habitasse seu pensamento.
O triangulo, a sanfona a voz e a canção,
alardeavam o sentimento.
Não havia mais escolhas, seus olhos habitavam
aqueles olhos, em passos lentos, a música, o vento,
a girar pelo salão...
Como se mágica fosse, estalar de dedos.
De olhos entreabertos , marcados a passos certos
os giros pelo salão.
Não existiam mais escolhas , apenas olhares...
Que se cruzavam em delicadas flechas pelos olhos entreabertos
A girar pelo salão.
E assumia de vez o sim, o lugar do não!
E foram se abrindo brechas daquele desestruturado coração,
Trancado a ferro pelo tempo, nos olhares, movimentos,
A girar pelo salão.
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