terça-feira, 7 de abril de 2009

Ao som da zabumba os pés passeavam pelo salão,

de olhos entreabertos, em passos discretos ,


naquele momento não havia razão


para que dor alguma habitasse seu pensamento.

O triangulo, a sanfona a voz e a canção,

alardeavam o sentimento.

Não havia mais escolhas, seus olhos habitavam

aqueles olhos, em passos lentos, a música, o vento,


a girar pelo salão...

Como se mágica fosse, estalar de dedos.

De olhos entreabertos , marcados a passos certos

os giros pelo salão.


Não existiam mais escolhas , apenas olhares...

Que se cruzavam em delicadas flechas pelos olhos entreabertos

A girar pelo salão.

E assumia de vez o sim, o lugar do não!

E foram se abrindo brechas daquele desestruturado coração,

Trancado a ferro pelo tempo, nos olhares, movimentos,

A girar pelo salão.

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