O teu rosto permanecer no meu retrato me arranha.
E por mais que hoje seja exato desconhecer a tua crença e o teu prazer pelo abstrato,
Ainda que o teu e o gosto e a tua presença já não habitem meu quarto
Subi as escadas lembrando das histórias, das promessas,
Sentindo ainda as dores do teu parto.
Minha língua ainda
trava, lamentando o gosto de não dizer uma só palavra.E ainda que eu já conheça o avesso da tua inconstância,
Tuas palavras que não dão frutos ainda me espantam. Espanto-me ainda mais em ouvi-las.
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