domingo, 26 de julho de 2009

Num tempo que não ouso medir
achei que era tudo, que era todo,
o ausência de limite do que se podia sentir.

em caras metades e medos,
em noites afora e dedos,
em fotos, músicas e sonetos,
desenhei o plano perfeito,
tinha abismo, asa, aliança e segredo.

Num tempo que não ouso dizer,
vivi o amor da cinderela,
exalava essência de amor-brinquedo!
leveza, prazer, dor, luxuria e medo.

Num outro dia, que não me lembro quando,
encontrei o tecido, o pano,
que me envolvia em vestido branco,
sem vela, sem som e sem pranto.

E o vestido já não me cabia,
por ter passado um tempo tanto,
por ter coberto outro corpo,
por ter sido de outra o manto.

Descobri que o fim
já tinha me ocorrido,
que em mim,
Aquele amor
tinha virado pranto,
e virado música bonita,
e depois virado minha voz,
a voz no meu canto.

Doces histórias, moças de cabelos compridos,
dedos, pele, dores e prantos,
o ex sabor da fruta mordida,
o fim do amor
é sempre a despedida.

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