Um dia desses ainda esqueço,
me viro pro outro lado
e nunca mais padeço.
Qualquer dia desses ainda te conto
que viver de amor é nada,
ilusão, coisa de gente fraca,
ainda te falo que éssa porra de amor é furada.
Um dia desses esfrego na tua cara,
que vale mais o meu pé no chão,
que é puro desvario,
impulsos elétricos, pura química
fluindo dentro de você.
Ainda te digo : Que nada!
Ninguem precisa disso pra viver!!!
Um dia desses te mostro,
que o grande sentido é não ter carta marcada,
gozar do fato de não pertencer a ninguem,
é acordar a noite, viver de madrugada.
Não ter chave, relógio no pulso,
dinheiro, calendário, não ter nada.
Um dia desses te ligo,
amanheço na tua calçada,
Te conto uma história vazia,
Digo que acordei atravessada.
Enquanto o tal dia não chega,
vivo de amor e mais nada!
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