Olhe pra dentro de mim,
me enxergue,
tenho asas e voz,
tenho mapas e nós.
Não negue,
tenho o norte desapontado!
Vivo do lado errado,
o conceito é diferente em mim.
Sorva as minhas palavras,
tenha calma,
não sei me mostrar de cara,
Sinta, cheire, morda,
desvenda-me com teus sentidos.
Dance entre meus dedos,
sou forte, tenho da vida o porte, sou toda.
Acalme essa tua pressa,
me embale como a um pequenino,
mas me deixe voar,
me tenha como a um clandestino,
Mas nunca pare de olhar.
Me deixa ser mulher de aço,
me deixa ser teu laço e peregrina,
siga ao lado do meu passo,
me deixa ser só um menina.
Ame o que admiras,
entenda o meu conceito,
decifra o que te fascina,
tens lugar no meu leito.
Mas me deixa ser de paz e guerra,
Deixa eu viver a ternura e o desavario,
me deixa bailar em volta da terra,
me busque no prazer, me provoque arrepio.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
Um dia desses ainda esqueço,
me viro pro outro lado
e nunca mais padeço.
Qualquer dia desses ainda te conto
que viver de amor é nada,
ilusão, coisa de gente fraca,
ainda te falo que éssa porra de amor é furada.
Um dia desses esfrego na tua cara,
que vale mais o meu pé no chão,
que é puro desvario,
impulsos elétricos, pura química
fluindo dentro de você.
Ainda te digo : Que nada!
Ninguem precisa disso pra viver!!!
Um dia desses te mostro,
que o grande sentido é não ter carta marcada,
gozar do fato de não pertencer a ninguem,
é acordar a noite, viver de madrugada.
Não ter chave, relógio no pulso,
dinheiro, calendário, não ter nada.
Um dia desses te ligo,
amanheço na tua calçada,
Te conto uma história vazia,
Digo que acordei atravessada.
Enquanto o tal dia não chega,
vivo de amor e mais nada!
me viro pro outro lado
e nunca mais padeço.
Qualquer dia desses ainda te conto
que viver de amor é nada,
ilusão, coisa de gente fraca,
ainda te falo que éssa porra de amor é furada.
Um dia desses esfrego na tua cara,
que vale mais o meu pé no chão,
que é puro desvario,
impulsos elétricos, pura química
fluindo dentro de você.
Ainda te digo : Que nada!
Ninguem precisa disso pra viver!!!
Um dia desses te mostro,
que o grande sentido é não ter carta marcada,
gozar do fato de não pertencer a ninguem,
é acordar a noite, viver de madrugada.
Não ter chave, relógio no pulso,
dinheiro, calendário, não ter nada.
Um dia desses te ligo,
amanheço na tua calçada,
Te conto uma história vazia,
Digo que acordei atravessada.
Enquanto o tal dia não chega,
vivo de amor e mais nada!
Num tempo que não ouso medir
achei que era tudo, que era todo,
o ausência de limite do que se podia sentir.
em caras metades e medos,
em noites afora e dedos,
em fotos, músicas e sonetos,
desenhei o plano perfeito,
tinha abismo, asa, aliança e segredo.
Num tempo que não ouso dizer,
vivi o amor da cinderela,
exalava essência de amor-brinquedo!
leveza, prazer, dor, luxuria e medo.
Num outro dia, que não me lembro quando,
encontrei o tecido, o pano,
que me envolvia em vestido branco,
sem vela, sem som e sem pranto.
E o vestido já não me cabia,
por ter passado um tempo tanto,
por ter coberto outro corpo,
por ter sido de outra o manto.
Descobri que o fim
já tinha me ocorrido,
que em mim,
Aquele amor
tinha virado pranto,
e virado música bonita,
e depois virado minha voz,
a voz no meu canto.
Doces histórias, moças de cabelos compridos,
dedos, pele, dores e prantos,
o ex sabor da fruta mordida,
o fim do amor
é sempre a despedida.
achei que era tudo, que era todo,
o ausência de limite do que se podia sentir.
em caras metades e medos,
em noites afora e dedos,
em fotos, músicas e sonetos,
desenhei o plano perfeito,
tinha abismo, asa, aliança e segredo.
Num tempo que não ouso dizer,
vivi o amor da cinderela,
exalava essência de amor-brinquedo!
leveza, prazer, dor, luxuria e medo.
Num outro dia, que não me lembro quando,
encontrei o tecido, o pano,
que me envolvia em vestido branco,
sem vela, sem som e sem pranto.
E o vestido já não me cabia,
por ter passado um tempo tanto,
por ter coberto outro corpo,
por ter sido de outra o manto.
Descobri que o fim
já tinha me ocorrido,
que em mim,
Aquele amor
tinha virado pranto,
e virado música bonita,
e depois virado minha voz,
a voz no meu canto.
Doces histórias, moças de cabelos compridos,
dedos, pele, dores e prantos,
o ex sabor da fruta mordida,
o fim do amor
é sempre a despedida.
Ele segura minha mão com calma
e ajusta meus dissabores,
meu amigo, meu irmão de alma,
seu braço forte me suporta as dores.
A alegria dos nossos encontros
é prazer pros meus olhos,
abraço de vaga lume ao cair do dia.
Meu prazer tua presença e tua compania.
O que de fato não se explica,
estrela primeira que guia,
e repousa tranquilo em meus braços,
desfazendo o cansaço ao findar de um dia.
Meu refúgio quero ser a tua morada,
a dor que aperta e calma,
quero te dar minha ousadia,
ser tua aurora e teu final de estrada.
Tua paz e tua agonia!!!
e ajusta meus dissabores,
meu amigo, meu irmão de alma,
seu braço forte me suporta as dores.
A alegria dos nossos encontros
é prazer pros meus olhos,
abraço de vaga lume ao cair do dia.
Meu prazer tua presença e tua compania.
O que de fato não se explica,
estrela primeira que guia,
e repousa tranquilo em meus braços,
desfazendo o cansaço ao findar de um dia.
Meu refúgio quero ser a tua morada,
a dor que aperta e calma,
quero te dar minha ousadia,
ser tua aurora e teu final de estrada.
Tua paz e tua agonia!!!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
E por mais que seja exato desconhecer tuas entranhas, o teu gosto de fino trato,
O teu rosto permanecer no meu retrato me arranha.
E por mais que hoje seja exato desconhecer a tua crença e o teu prazer pelo abstrato,
Ainda que o teu e o gosto e a tua presença já não habitem meu quarto
Subi as escadas lembrando das histórias, das promessas,
Sentindo ainda as dores do teu parto.
Minha língua ainda
trava, lamentando o gosto de não dizer uma só palavra.
E ainda que eu já conheça o avesso da tua inconstância,
Tuas palavras que não dão frutos ainda me espantam. Espanto-me ainda mais em ouvi-las.
O teu rosto permanecer no meu retrato me arranha.
E por mais que hoje seja exato desconhecer a tua crença e o teu prazer pelo abstrato,
Ainda que o teu e o gosto e a tua presença já não habitem meu quarto
Subi as escadas lembrando das histórias, das promessas,
Sentindo ainda as dores do teu parto.
Minha língua ainda
trava, lamentando o gosto de não dizer uma só palavra.E ainda que eu já conheça o avesso da tua inconstância,
Tuas palavras que não dão frutos ainda me espantam. Espanto-me ainda mais em ouvi-las.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Eu quero te filmar quadro a quadro,
revelar as tuas cores, pintar o teu retrato,
eu quero o traço da mão leve,
que já não guia mais.
Eu quero a foto em branco e preto
das frases do nosso jeito.
das caras que a tua voz faz.
Quero o sombreado dos silêncios,
que nos disseram todos aqueles absurdos,
e a falta que o inseguro traz.
Eu quero a curva dos sonetos que ficaram por fazer.
Eu quero o desenho das tuas mãos enquanto tecem,
a beleza dos acordes e da dança dos teus dedos,
eu quero ver a tua música nascer.
Eu quero todas as reproduções.
As imagens das letras em que me encaixo,
As que me excluem e as que não cantam a minha solidão.
Eu quero quadro a quadro teus sorrisos
em cores, quero quadros infinitos,
todos os retratos espalhados pelo chão,
flashs disparados e segredos
traduzidos pelas pontas dos meus dedos
traçados a giz e carvão.
Quero pendura-los na janela da minha saudade!
Não quero álbum de recordar,
quero álbum de reviver.
Quero os negativos dessas tuas vontades,
do desejo que dos teus olhos sai.
Quero as imagens que não nos dizem as verdades,
Para retratar a falta que essa história faz!
quero as fotos dos pés descalços,
na direção que o teu passo vai!
revelar as tuas cores, pintar o teu retrato,
eu quero o traço da mão leve,
que já não guia mais.
Eu quero a foto em branco e preto
das frases do nosso jeito.
das caras que a tua voz faz.
Quero o sombreado dos silêncios,
que nos disseram todos aqueles absurdos,
e a falta que o inseguro traz.
Eu quero a curva dos sonetos que ficaram por fazer.
Eu quero o desenho das tuas mãos enquanto tecem,
a beleza dos acordes e da dança dos teus dedos,
eu quero ver a tua música nascer.
Eu quero todas as reproduções.
As imagens das letras em que me encaixo,
As que me excluem e as que não cantam a minha solidão.
Eu quero quadro a quadro teus sorrisos
em cores, quero quadros infinitos,
todos os retratos espalhados pelo chão,
flashs disparados e segredos
traduzidos pelas pontas dos meus dedos
traçados a giz e carvão.
Quero pendura-los na janela da minha saudade!
Não quero álbum de recordar,
quero álbum de reviver.
Quero os negativos dessas tuas vontades,
do desejo que dos teus olhos sai.
Quero as imagens que não nos dizem as verdades,
Para retratar a falta que essa história faz!
quero as fotos dos pés descalços,
na direção que o teu passo vai!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Moça dos olhos de mar,
moça.. o que é que há?
tuas marés são alheias?
tuas certezas são vãs?
só tem peixe na lua cheia?
eu quero ser teu divã!!!
Moça dos olhos bonitos,
Moça que eu nunca vi...
Moça do amor infinito,
Moça quero assistir,
o teu andar apressado.
Eu quero estar do teu lado!
Eu quero te seguir!
Moça, minha taça está cheia,
Minha mão escreve por ti.
me econtro no ventre de uma baleia
e nada é seguro aqui!!
Moça dos olhos de mar,
moça da beleza infinita,
se queres me diga!
Porque estamos aqui?
No contraponto dos nossos desejos,
unidas pelo mesmo beijo!!!
Moça, o que queres de mim?
Moça, o que quero de ti?
Arranque de mim a saudade,
me lava os olhos por fim,
me entrega a felicidade,
divido pra ti e pra mim!
No ventre teu me encontro,
me gera, me pari, me apare,
só posso ser tua assim,
nos braços, na pele,
teus lábios, vá!
Mas não te afaste de mim!
Na rede dos teus olhos me encontro,
não posso dizer que sim,
não posso negar que desejo,
tudo que no teu mundo o amor plantou até aqui!
Me aceita, me deita, possua!!!
Sou tua, muito mais do que és pra mim!
Me apare, nos braços, nos ombros,
na voz, nunca te afastes de mim!
Moça dos olhos do mar,
Moça o que é que há?
Muito prazer, te escrevo tudo,
precisava te dizer!
Que nada no mundo,
me desliga de ti,
eu sei, é profundo,
Mas é o amor,
ele só cabe assim!
dentro dos teus olhos,
todo dentro de mim!
moça.. o que é que há?
tuas marés são alheias?
tuas certezas são vãs?
só tem peixe na lua cheia?
eu quero ser teu divã!!!
Moça dos olhos bonitos,
Moça que eu nunca vi...
Moça do amor infinito,
Moça quero assistir,
o teu andar apressado.
Eu quero estar do teu lado!
Eu quero te seguir!
Moça, minha taça está cheia,
Minha mão escreve por ti.
me econtro no ventre de uma baleia
e nada é seguro aqui!!
Moça dos olhos de mar,
moça da beleza infinita,
se queres me diga!
Porque estamos aqui?
No contraponto dos nossos desejos,
unidas pelo mesmo beijo!!!
Moça, o que queres de mim?
Moça, o que quero de ti?
Arranque de mim a saudade,
me lava os olhos por fim,
me entrega a felicidade,
divido pra ti e pra mim!
No ventre teu me encontro,
me gera, me pari, me apare,
só posso ser tua assim,
nos braços, na pele,
teus lábios, vá!
Mas não te afaste de mim!
Na rede dos teus olhos me encontro,
não posso dizer que sim,
não posso negar que desejo,
tudo que no teu mundo o amor plantou até aqui!
Me aceita, me deita, possua!!!
Sou tua, muito mais do que és pra mim!
Me apare, nos braços, nos ombros,
na voz, nunca te afastes de mim!
Moça dos olhos do mar,
Moça o que é que há?
Muito prazer, te escrevo tudo,
precisava te dizer!
Que nada no mundo,
me desliga de ti,
eu sei, é profundo,
Mas é o amor,
ele só cabe assim!
dentro dos teus olhos,
todo dentro de mim!
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